O Lugar da Antropologia no Ensino
É certo que só trabalhando, em Portugal, se pode fazer antropologia, a não ser que se tenha um backgroud familiar e finaceiro considerável, em todo o caso duvido dessa antropologia. Há que dar lugar àqueles jovens que vêm da ruralidade, capitalizar o seu conhecimento, ao invés de se admirar com discursos de carácter elitista que são o resultado de muita da antropologia em Portugal. Para os licenciados em antropologia, a situação é deveras dramática, já que são agora impedido de concorrer nos concursos e as ofertas de escola quando surgem são aproveitadas por outros licenciados, nomeadamente em Geografia, que têm habilitação própria. Não terá a antropologia por outro lado, que se moldar à mudança social que se verifica no nosso país? Por outro lado, as vagas para museus anunciadas pela ministra da cultura contemplarão os antropólogos? O acesso a bolsas de estudo, por outro lado, continua envolto num secretismo e reconheçem-se os resultados apenas, a fascinação por certos temas, na ligação entre professores e alunos, não se olha a uma visão de conjunto, própria da antropologia, que seria seguir o percurso académico desde o início, na origem, até determinado ponto em que pode ser avaliado. Não estão os antropólogos caindo na tentação das capelinhas?
